Pouco lhe importava se a cerveja estava quente ainda que estivesse ainda na metade da garrafa
Pouco lhe importava se o cigarro queimava até o filtro no cinzeiro
Ainda pouco lhe importava de cantar no microfone improvisado de uma escova de cabelo versos de Ana carolina “Eu gosto é de mulher” em alto em bom som no quarto enquanto ao lado na cozinha acontecia um almoço de família ao domingo;
E se seu inglês era mais “imbromation” que a língua nativa norte americana, e que sua voz não era soprano, e nem agudo, não se classificava em nível algum de sonoridade vocal;
Ainda que pouco se importava com pontuação, interpretação de texto e dissertação em livros, Era livre, Porra... Era livre pra escrever, pra cantar e fazer o que mais viesse na telha... Era Livre.
E se virara uma biblioteca de livros, de musicas e filmes ainda era pouco, queria tudo, conhecer tudo... E tudo ainda era tão pouco
E se todas suas composição artisitica parecia ser plagio de alguém pouco importava, afinal como é difícil criar, muito mais pratico, “Copiar” se inspirar, pesquisar...
E se identificava com esse ou aquele personagem , com essa ou aquela musica e mesmo se via em outro no espelho, isso essa blasé.
Sai a francesa dos eventos, e nunca, nunca na vida tinha entrado num convento, num olhou por de baixo de uma batina, Tão pouco fez versos em rimas;
Pouco importava que os filhas da puta do estado estavam enganando o miserável povo, e o povo jogava 5 bilhões de errais no lixo em Nota fiscal paulista;
Tu não quer? Manda pra Ca que eu quero;
Não tinha nem um pé de meia, não tinha religião, e nem sexualidade assumida, ou mesmo se quer identificada; Não tinha auto -resposta pra todas as perguntas, se faziam uma pergunta pra ela hoje e a mesma amanha, pode esperar, eram duas respostas completamente diferentes se não opostas;
Vivia em perfeito comodismo com o: “Pouco me importa que me escutem, que me leiam, que vejam, pouco me importa o que pensam, e se não pensam também, pouco me importa”;
A ela pouco importava, ouvir Bethoween como se estivesse regendo o concerto, ou ler Shakespeare recitando versos dramáticos melancólicos e até interpretar lagrimas para algum ato, ou cena;
Pouco importava que gostava de ser outras pessoas se não ela mesma, outros personagens num mundo que não pertenciam só ela, mas sim compartilhava esse “amor” com um “Amor”;
E QUE isso não fazia sentido a ninguém a nos ser a elas mesmas;
Pouco importava que não era atriz formada, na verdade nem a mesma se considerava atriz, achava que era apenas “ personagens dentro de sim que se libertavam no palco” e pronto, fim de papo;
Ela não era Beatriz, e essa é uma piada inteligente que não vou explicar, ah mas não vou mesmo, não de novo;
Um abraço Chico

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