Home Data de criação : 08/07/23 Última atualização : 08/11/05 23:55 / 14 Artigos publicados
 

Barbara  escrito em quarta 05 novembro 2008 23:55

Era apenas uma menina

Que cheirava Tuti fruti

Barbara, Barbara, Barbara

Até em seu nome havia barbaridades

Fazia de minhas fotos encartes

Barbara, Barbara, Barbara

Era Bárbaro, Era Barbara

Em sua Bicicleta cor de rosa

Fazia da minha vida verso em prosa

Colocava melodia em minhas notas

As vezes tão menina, as vezes uma velhota

Essa era Barbara

Um anjo travestido azul

Que deixava transparecer sua cauda

A cada movimento quando se insinuava

Barbara, Barbara, Barbara

 Era Barbara da boca Rosada

De poucos pelos de bermuda rasgada

 Era Barbara dos loucos, dos pedofilos , do sul ao norte

 E de quem mais tivesse sorte

Barbara, Barbara, Barbara

 De enlouquecer, de seduzir

De me fazer mentir Me fazer ajoelhar,

 me tornar seu escravo Ela só precisava mandar,

 E me tornava Diabo

Era Barbara Pra mim

 Rita a tarde, Luciana no fim

Rita, Rita, Rita

Aquele guria de pele bonita

 Rita, Rita, Rita

Luciana, Ana, Ana

 De pele Tropicana

Mística e havaiana

Fotografa, Rodriguiana

Barbara, Barbara, Barbara

Sim senhoras e senhores

Barbara Barbara, Barbara

A Princesa dos horrores

A rainha dos corredores

 E menina sem temores...

 

Ana Sousa

Dedicado especialmente a duas pessoas Pessoas que são fragmentos de mim!
Uma que faz parte de mim, Outra que se apodera da outra parte!

 

Beijoin Grande

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Vapor Barato  escrito em quarta 01 outubro 2008 20:39

Como um futuro incerto

Minhas pernas dentre as suas

Exalando o suor por entre os poros

Mãos descrentes e nuas

Escravizando minha língua

No seu corpo dourado

Balançava sobre meu corpo

Como um cavalo alado

Sussurros e gemidos

Na calada da noite

Amor, prazer, dor

Embaçando os vidros do quarto com vapor

Um vapor barato

Carregado de luxuria

Me rastejava como um rato

Implorando mais uma vez por seu liquido

Quente e viçoso

Derramava sobre mim

Mais uma vez seu salgado gozo

Deitado ao meu lado

Sem dizer mais nenhuma palavra

Estava tudo acabado

Eu só poderia ficar calado

Caso você me queria de novo

Como uma louca virgem

Exorcizando todos meus fantasmas de igreja

 

Anna Sousa

26.08.07

12.48

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Tropegando...  escrito em quinta 11 setembro 2008 05:10

Já viu bêbado fazendo rima?

Bêbado cantando, e compondo sua sina?

Ah, mas se aquela menina,

Se aquela menina, contasse nossa historia

De tanto mártir, tanta glória

 

Já viu bebida não transformar o feio em belo

Historia em conto

Casaco em terno

Esquina em ponto?

 

Eu já procurei pinga até em teta

De moça preta

Que dizia ser desenho de giz

E depois de entornar um copo de gim

Conheci a santa que virou meretriz

 

Já comecei a beber na sexta, pra parar na quinta

Que evoquei num certo pescoço, uma certa pinta

Que tava a me aporrinhar

Desde a hora que vi no espelho

Até com a pinça arrancar

 

E aquele velho safado vem me dizer que pinga vai me matar

Ora, sô...

È bem mais fácil eu matar esse copo aqui na frente

Que eu sei que um dia eu posso parar

...

Mas num quero.

Num quero porque a vida é demasiada chata demais pra viver sóbrio

E eu mesmo próprio posso dizer que num vicio

Eu me arrisco

Com um petisco

Ela demora mais subir que pra descer

E quando a danada cisma que desce

Há.. não tem quem carece de consegui segurar

Ir no toalete botar

Tudo pra fora, que acabei de tomar...

 

Bebo, e num pulo um dia se quer

Já que não arranja muié

Durmo com  a garrafa

Que me esquenta as calça...

Logo quando vou me levantar

 

E se to moiado

Mijado, etc., e tal

Posso tomar banho, e continuar na bebedeira

Como fazer no caso do Brasil que ta cagado

E num tem santo que faz voltar essa cegueira

Desse povo maltratado

Que na mistura come quiabo

Dizendo que é melhor pra se viver....

 

Ana Sousa

26.01.08

14.00

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Cadê a Loucura?  (Artes) escrito em quinta 28 agosto 2008 17:56

O filme nao é de todo ruim, tambem nao é de todo bom..

Mas era da epoca em que o cortinthian podia ganhar do santos de 2x0...

Politicia, igreja, ditadura... tres temas assolantes do filme...

è pertubador...

Ah...

O nome do filme?

Batismo de sangue...

O poema?

Tava guardado la no fundinho da gaveta... Desenterrei ele junto com as lembranças.. Algumas talvez, nem sejam lembranças.. Talvez sejam criaçoes, da mente...

 

Onde esta a loucura afinal?

Faz tanto tempo que não a vejo fazendo uma das suas

Que não a vejo nos jovens revolucionários

No amor em geral

A loucura esta completamente sã hoje

A loucura virou tédio

Monotonia, rotina

A vida esta tão sem graça

Sem aquele gosto amargo de insensatez

A falta de loucura na sociedade

Esta fazendo os honestos se calarem

os políticos tripudiarem

as crianças chorarem

As mulheres se humilharem

 

Quando havia loucura todo mundo era feliz

O mundo era mais justo

E o pastor da igreja era um homem mais crente

A gente falava mais

Ouvia menos

Fazia mais

Se arrependia menos

 

A gente tinha liberdade de expressão

A gente pensava mais

A gente agia mais

A gente vivia mais

 

A gente ia preso e não falava

A gente apanhava e não falava

A gente morria e não falava

A gente morria e não tinha o direito de ser enterrado

A gente mentia pra nossa mãe pra lutar por uma causa

A gente mentia pra nossa mãe pra roubar uma calça

 

Os loucos erao idolatrados

Eram internados

Eram presos

Mas eram justos

Justamente loucos por justiça

Democracia

Felicidade

Liberdade

A gente era louco por viver

A gente era louco pra morrer

A gente era louco por querer viver

 

E hoje são os loucos que pensam pensar!

Há que mundo mais são!

Ana Sousa

 

Beijoin Grande

e

Volte sempre!

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Noite Fria...  escrito em sexta 15 agosto 2008 00:08

Uma crônica Real, aqueles que acreditam:

A noite na rua é sempre fria..

Pode estar verão, calor, A madrugada na rua.. é sempre fria

É frio esperar, é fria a expectativa, é frio o tic TAC do relógio, insistindo em permanecer no mesmo lugar, durante horas...

Ela o abordou, não usava mais que uma saia que privava seus movimentos, um esboço de blusa, e uma bota pontiaguda, naquele momento ela invadiu sua vida, não como sempre, mas pra sempre...

Ela lhe contou, assim logo de cara sobre sua vida, alguns de seus medos e até de seus temores, era tarde quando estava arrependida de ter dito, demorou um bocado pra notar que estava falando sobre isso.

Talvez por que ele a ouviu, sem censura, sem perguntas banais, sem respostas clichês, ele não a consolou, não teve dó, não tentou ajudá-la, era isso que precisa, apenas isso...

Continuou a sentir seu cheiro na sua roupa, na sua pele, era o suficiente naquele momento, pois era tudo que tinha.

Fez o que não costuma fazer, e pediu baixinho aos seus demônios que ele voltasse, não pelo dinheiro... infelizmente, não pelo dinheiro...

Ele a beijava, mesmo ela exalando a rua augusta, ele a abraça, e protegia do que ela pensou nunca precisar de proteção.

Ele a viu, sem mascara, sem personagem, na sua rotina habitual, ela o reconheceu, pelas mãos, pelo cheiro, e pela suave mordida em seu lábio, ainda marcado pela noite anterior.

Ela criou uma historia pra ela, fingiu ter o conhecido num outro lugar, numa outra ocasião, era mais fácil pensar assim...

E em muito tempo, ela não se sentiu apenas um pedaço de carne, descobriu que ainda possuía outras partes do seu corpo, que por falta de uso, pensou não mais existir, seus ouvidos, seu cérebro e suas idéias permanentes, escapando pela boca.

Voltou a sonhar, acreditar nas pessoas, e seus interesses alem de sexo e dinheiro.

As noites ainda eram frias, o relógio continuava teimoso, e mesmo contra sua vontade, torcia pra que ele viesse, e a tirasse dali... Do frio, da penúria, daquela realidade...

Sentiu-se a pessoa mais egoísta do mundo... Mas que bobagem, ela não conhecia todas as pessoas do mundo...

E os pensamentos eram tão insistentes, que em pouco a dominou, a ponto de tomar banho e não se saber se tinha lavado os cabelos, tamanha distração... As vezes lavava duas e ou três vezes.. só percebeu mesmo, quando o xampu lhe durou menos de uma semana...

A historia não teve final feliz, afinal não teve um final, por um momento ela pensou nem ter historia, ela queria estar num boteco, falando besteira, até que saísse algo reflexivo de lá...

Mas estava em casa, tomando café, procurando um final de algo que não terminou, ela apenas se lembrou daquela noite fria, não sabia qual noite era.. Todas as outras eram também frias...

 

Ana Sousa (intermidiaria da carta)

 

Beijoin Grande a todos

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